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Profissionais de enfermagem estão na linha de frente no combate à pandemia

Anualmente, de 12 a 20 e maio é celebrada a semana da Enfermagem. Desde o ano passado, com o enfrentamento à pandemia provocada pelo novo coronavírus, esses profissionais, que têm a missão de cuidar do ser humano, também estiveram à frente de um cenário desafiador para a saúde mundial.

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Nas Forças Armadas, os profissionais de enfermagem cumpriram inúmeras missões no contexto da Operação Covid-19. Além de auxiliarem no tratamento de pacientes com o coronavírus, reforçaram a assistência à saúde e distribuíram medicamentos às comunidades indígenas. Atualmente, estão envolvidos no apoio à vacinação contra a Covid-19. Os militares da área de saúde têm reforçado o trabalho dos sistemas públicos com a distribuição de vacinas e aplicação de imunizantes na população em diversos municípios. Na soma de esforços, os Comandos Conjuntos auxiliam na logística e no apoio à vacinação de indígenas e de moradores de localidades de difícil acesso, principalmente, na Região Amazônica.

Forças Armadas
Durante a pandemia, de acordo com a demanda, as Forças Armadas têm remanejado pessoal para as diversas Organizações Militares de Saúde do País. Atualmente, a Marinha possui 396 oficiais enfermeiros. Entre eles, compõe esse quadro a Capitão de Fragata Cláudia Macedo. Ela atua como Chefe do Departamento de Enfermagem no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Ela decidiu seguir a profissão porque cuida do ser humano em todas as etapas da vida, do nascimento até o último dia de vida.

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Em meio ao cenário da Covid-19, o combate, difícil e demorado, contra uma doença viral surpreendente, gerou vários sentimentos de dúvidas e incertezas. “Um fato marcante em nosso dia a dia podemos citar a solicitação de um paciente para fazer uma ligação de despedida para sua família, antes do procedimento de intubação, o que nos faz refletir sobre o quão frágeis nós somos”, revelou.

Na Força Terrestre, a Capitão Janete Quirino integra a equipe multidisciplinar no Comitê de Gabinete de Crise da Covid-19 da Diretoria de Saúde do Exército. Para ela, é gratificante contribuir com o desempenho dos profissionais na ponta da linha. Diante do impacto da doença, os enfermeiros, assim como os demais profissionais dessa área, estiveram expostos à extenuante carga de trabalho e tendo que oferecer respostas rápidas como a enfermidade exige. “Por meio de atualização e aperfeiçoamento, precisamos de resiliência e promover as melhores práticas da assistência, diante de um oponente invisível, desconhecido, num contexto de guerra real na área da saúde”, enfatizou a profissional sobre a luta contra o vírus.

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Há 19 anos como enfermeira no Exército, a Capitão Janete destaca que tem sido um período exaustivo, porém compensador, pois, ao olhar para trás vê que a missão tem sido cumprida. “No entanto, a batalha continua, com novos aprendizados que a doença traz”, finalizou.

Dos 494 profissionais de enfermagem da Aeronáutica, um deles é o 2º Tenente Rennê Veríssimo. Formado há 14 anos, ingressou na Força Aérea em 2018. Escolheu a profissão por ter a mãe como referência. “Enfermeira, cuidadora, amiga, parteira, meu maior incentivo. Sou muito grato a tudo que sou hoje e tudo que conquistei por meio da enfermagem”, disse.

O Tenente também destacou sobre os desafios que os profissionais da saúde têm durante a pandemia, como a insegurança e o medo pelo fato de se tratar de uma doença nova e devastadora. “Mas com o aprimoramento das técnicas e com participação em constantes treinamentos oferecidos, adquirimos conhecimento para enfrentar a pandemia com determinação e bravura”, ressaltou.

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Operação Covid-19
O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate ao novo coronavírus. Nesse contexto, foram ativados 10 Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

Foto: Arquivo pessoal